Diabinhos

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Dia desses eu tirei os meus dentes do siso. Pensei que seria um movimento estratégico, o único bucomaxilo do meu convênio só atendia de segunda-feira e as coisas no meu trabalho estavam mais calmas. Ou seja, teria ficaria em casa de atestado médico por  três ou quatro dias sem peso na consciência. Seriam dias de descanso, iria dormir bem, colocar a leitura em dia, ver séries e descansar. Voltaria no final da semana para o trabalho, renovada e feliz, mas com a inevitável vontade de ficar mais uns diazinhos em casa. Tudo certo. Certo? Não.

No segundo dia eu já não queria mais ficar em casa.  Primeiro porque me esqueci das dores horrendas que tirar dentes provoca, segundo porque não conseguia comer o que eu quisesse – que é uma das coisas legais ao se fazer em casa. Tipo ver filme do Woody Allen comendo pipoca. Pipoca sem 3 dentes? Jamé – e terceiro que os remédios começaram a agredir meu estômago e eu não dormi direito porque de 3 em 3 horas tinha ataque de queimação. Foram dias horrendos.

A culpa, porém, não foi apenas da dor, de não poder comer pipoca nem dormir direito, mas sim que eu tive dias completamente improdutivos. Dias em que ler não me deixava feliz, ver TV muito menos e dormir sem chance porque a ansiedade havia me pegado de jeito. Foi quando no quarto e último dia de atestado eu me peguei pensando naquilo que jamais pensei que pensaria: “não vejo a hora de ficar bem para poder voltar para o trabalho”. É. Virei desses adultos.

Deixe-me explicar o problema dessa frase: para mim existem dois tipos de pessoas: aquelas que durante as férias – se não forem viajar – conseguem ficar em casa de boa, lendo, bebendo vinho, comendo, dormindo de madrugada, indo à feira etc,  e tem  aquelas que ficam malucas em casa. Começam a criar tarefas desnecessárias apenas para sentir que estão fazendo alguma coisa. Eu nunca entendi essas pessoas, eu sempre (repito: sempre!) teria o que fazer de divertido em casa. Mas eis que me enganei.

Durante meus dias de repouso e cara inchada, não conseguia fazer as coisas que normalmente seriam suficientes para preencher minha cabeça, me divertir e distrair. Essas coisas passaram a não ser suficientes para tirar de foco os diabinhos trabalhando (para quem não entendeu: cabeça vazia, oficina do diabo. Logo imagino que nessa oficina tem vários diabinhos trabalhando. Então eu preciso fazer algo para que os diabinhos não trabalhem. Faz sentido, certo?). Ler não mandava os diabinhos descansar, dormir muito menos e os diabinhos não me deixavam em paz se eu não fizesse algo que não fosse produtivo. Coisas do tipo revisar meus textos, lavar a lousa, organizar minha pasta de fotos no computador.

Seria isso sinal de que a vida pessoal está tão merda que eu não vejo a hora de voltar para a profissional? Seria uma revelação e tanto. De qualquer maneira, tudo o que sei é que a partir de agora vou poder erguer o queixo como todo mundo e falar “Ai. Eu fico louca se ficar em casa”.  Ótimo.

Mistress America

imrsNão conheço a obra completa de Noah Baumbach, mas ele sabe falar sobre ser jovem. Prova disso são seus dois filmes Frances HA e Mistress America, ambos roteirizados por ele e por sua fofíssima esposa Greta Gerwig.

Para quem já viu o sensível  Frances HA, é bom saber que Mistress America tenta seguir por essa linha, mas tem uma pegada diferente. O filme de 2015, de roteiro original, é protagonizado por Tracy, uma adolescente  que acabou de se mudar para Nova York e entrar na faculdade. Como quase qualquer aspirante a escritora Tracy é introspectiva e tem dificuldades em fazer amigos, quando comenta isso para sua mãe ela sugere que a filha saia com sua futura meia irmã, filha do seu futuro padastro, Brooke (Greta Gerwig). As futuras irmãs se conectam imediatamente e Tracy se encanta pela desenvoltura de Brooke e sua vida “cool”.

Brooke nos é apresentada sem delongas, em apenas uma noite com a irmã mais nova a personagem se mostra festeira, independente, moderna e tem todas as qualidades que faz qualquer garota de 18 anos faminta pelo mundo se apaixonar e idolatrar.

A fórmula é a mesma de Frances HA; uma adulta que, apesar da idade, não tem sua shit together, ou seja, tem a vida bagunçada assim como quando tinha ao vinte anos. Brooke é uma personagem distante, ela é tanta coisa que acaba sendo nada. A atuação de Greta Gerwig está distante do que ela fez com a queridinha Frances Halliday, em Frances HA. Aqui, a vontade que dá é de sentar com ela e pedir que fale mais dela mesma, porque não dá para conhece-la, o que é estranho já que tudo o que o filme faz é nos mostrar quem é Brooke. Isso me leva a crer que talvez a personagem seja uma metáfora, um conceito sobre essa geração de 30 tão perdida quanto a de 15.

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Mistress America junta as peças na última cena, quando a protagonista Tracy conclui que não há mais lugar para pessoas como Brooke no mundo, que rezam para estar do outro lado (composto de uma vida chata, casamento e filhos) mas não conseguem. Brooke era muito mais que isso e por mais que quisesse jamais estaria do outro lado. Ela representa aquela pessoa que dá esperanças para outras mais jovens, aquelas que sonham em viver fora do check list de faculdade e emprego em um escritório. Mas mesmo fora desse check list Brooke teria uma vida solitária porque assim é a vida de quem tem a missão de ser a esperança.

O ruim do filme foi romantizar o  problema dessa geração, que é nunca fazer nada ou fazer tudo e estar perdida ao mesmo tempo. Não se trata de um problema tão sério e preocupante, mas Mistress America faz parecer que tudo bem você seguir a vida pulando de galho em galho, afinal, a vida é mais que uma carreira profissional. Se isso é bom ou ruim, você que decide.

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A mensagem clara que encerra o filme é fofa, apesar de meio clichê: o que Brooke fez com Tracy foi incentivá-la a ir por ela mesma, sem depender desesperadamente de grupos que a aceitem. No entanto, os diálogos apenas oks e o carisma de Greta não foram  suficientes para fazer do filme ótimo, as piadas no entanto se tornaram uma surpresa, então se quiser ver algo light mas não vazio e dar uma risadinhas, Mistress America é o seu filme.

‘Como Eu Era Antes de Você’ me fez querer mais

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Acabo de voltar de uma sessão de Como Eu era Antes de Você com certo remorso por não derramar nenhuma lágrima sequer  e pelas garotas do meu lado terem chorado por elas e por mim. É com um pesar que hoje percebo que entendo as pessoas que torcem o nariz para filmes hollywoodianos de massa. Mas, veja bem, isso não quer dizer que não vou continuar gostando de Bridget Jones ou Deadpool , mas sim que existem grandes chances de  continuar saindo com a cara enrugada de uma sessão de filme mal feito, desses feitos sem um pingo de profundidade só para vender. Mas antes vamos ao que se trata: o filme citado.

Como Eu era Antes de Você é a adaptação cinematográfica do livro homônimo roteirizado pela própria autora (Jojo Moyes), que conta a história de Louise, uma garota de 26 anos que precisa ajudar os pais financeiramente e que aceita trabalhar como cuidadora do rico Will, homem de 31 anos que sofreu um acidente há 2 anos e ficou tetraplégico. A partir daí o filme fica  uma mistura de A Bela e a Fera com Tudo por Amor (aquele clássico da Sessão da Tarde no qual Julia Roberts cuida de um rapaz com câncer e acaba se apaixonando por ele).

Louise é energética, sorridente, animada e assim como se veste como uma criança de 7 anos age dessa forma, fazendo tudo com a excitação e bom humor de uma garotinha. Já Will é mau humorado, odeia conversar e no início trata Louise muito mal. Já podemos esperar então o rapaz deficiente se abrindo aos poucos com Louise e ambos mudarem um ao outro, um romance surge e, claro, tem que vir lágrimas no final. Acontece que as lágrimas não vieram pra mim.

Apesar do carisma de Emilia Clarke (Louise), a personagem não convence tão bem e os personagens do filme tem que dizer mais de uma vez que Will está sofrendo tanto ao ponto de considerar uma eutanásia. Eles precisam repetir isso tantas vezes para ver se o público acredita porque  Sam Claflin (Will) transparece muitas coisas ao interpretar o tetraplégico, mas nenhuma delas  é sofrimento. Dor, rancor e tristeza são coisas que o ator parece não ter aprendido a interpretar nas aulas de teatro. Pena.

E então os dois de apaixonam e o trágico final encerra o filme, quase implorando para chorarmos  é tudo tão superficial e previsível que flashes de sono passaram por mim o tempo todo, até fiz trança no cabelo!

Veja bem, gosto de romances e gosto de filmes hollywoodianos, mas Como Eu era Antes de Você veio para provar que não consigo engolir mais qualquer coisa.

Chame de chatice ou do que quiser. Sempre tive raivinha daquelas pessoas que falavam mal de Harry Potter, livros da Marian Keys e uma caralhada de livros que foram feitos para públicos que não tem o hábito de ler. Eu penso que nem tudo precisa ser rebuscado e complexo para ser bom e ainda acho isso, o problema é que quando você já leu tantos livros e viu filmes com o mesmo final e a mesma trama passa a se entendiar e um belo dia você está vendo Donnie Darko por diversão e, o pior de tudo, entendendo! (a fase do entender não cheguei ainda).

Não se trata de arrogância, se trata de que você simplesmente passa a querer mais do que esses filmes oferecem. 

Ainda acredito que livros e filmes assim são importantes, afinal, são uma porta para filmes e livros mais “complexos”. Ninguém começa lendo com Kafka, eu por exemplo comecei por Meg Cabot e não me envergonho disso, acontece que não quero pagar por um livro nem por uma sessão de cinema e sair de lá sem sentir nada, como se não tivesse aprendido nada, com minha mente exatamente como era antes de eu ter lido ou assistido aquilo e a história daqueles personagens simplesmente se desvanecerem até eu dormir e esquecer.

 

Tame Impala

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Vamos falar de Tame Impala? Vamos!

Escrever sobre música pra mim é sempre um parto, talvez até mais que escrever sobre livros e filmes. As três coisas que mais amo nessa vida, mas que, por algum motivo, é dificílimo escrever. Afinal, como passar paras palavras algo que só dá pra sentir? Descrever a sensação e o amor pela arte é um dos desafios da minha vida, e que, vez ou outra, me faz cair em uma fórmula horrenda que deixa meu texto igual ao outro, que está igual ao outro.

Anyway.

Misture Michael Jackson com The Beatles e John Lennon e se tem Tame Impala. Será que poderia parar por aí? Não né.

Dia desses eu estava assistindo o show deles no Lollapalooza Brasil e comentei para minha irmã que o som deles preenche o cérebro inteiro.

Como assim?, ela perguntou. E eu respondi;

Bom, quando escutamos uma música ela fica se passando em um canto da nossa cabeça, dá para fazer outras coisas, ler um livro, pensar no crush, devanear…mas não com o Tame Impala. Alguma coisa ali preenche sua cabeça de uma maneira total e completa que te deixa em transe. Não dá para sair do ciclo colorido até a faixa acabar. Seria a melodia? O arranjo? O exagero de sintetizadores e efeitos na voz? O deslizamento que a música provoca no seu corpo? Ainda estou tentando descobrir, mas não dá para fazer isso enquanto estou zumbi ouvindo a voz falsete do Kevin Parker cantar Let it Happen.

É isso que o a banda faz com você. E o pior, com um fortíssimo apelo pop.

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Antes de mais nada, Tame Impala não é uma banda de rock n’ roll. Por que? Primeiro porque, nas palavras do dono da coisa toda, eles não são uma banda e não tocam rock n’ roll ( a segunda justificativa já é manjada). Tudo começou lá em 1999 quando o australiano Kevin Parker (vocalista, compositor e guitarrista) e o baixista  Dominic Simper começaram a compor, mas o projeto só foi batizado oficialmente  em 2007  e o 1º álbum lançado em 2009. Sem delongas Innerspeaker estourou pela pegada rock anos 60 . A 1ª faixa, It Is Not Meant to Be conquista logo de cara com Kevin falando sobre sua ex-namorada e como “não era para ser”. Fofa e triste.

Em 2012 chegou o segundo disco, Lonerism, com hits grandes como Feels like we only go backwards (plágio ou não? Você decide).

Já em 2014 a banda lançou seu disco mais pop até então, Currents, causando amorzinho em fãs e raiva em outros. Kevin Parker chegou a comentar que não deveria haver culpa alguma em gostar de pop. E, de fato, não há problema nenhum desde que seja feito algo original e saia da fórmula barata. E é o que o Tame Impala fez em Currents.

Tame Impala é feito para perder o controle e sabe-se lá porque você fica escutando a mesma batida repetidamente junto com uma guitarra crua … Só sabe-se que é bom.É bom demais.

Oh, meu Deus! E por onde eu começo se quero conhecer a banda? Calma aí e ouve meu Top 5:

The less I know te better

Feels Like We Only Go Backwards

Its not mean to be

Let it Happen

Apocalypse Dreams

 

A vergonha por usar apps de namoro

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Vejo por muita gente que ainda acha que aplicativos e sites de namoro são motivos de vergonha. E quando digo muita, é mesmo muita. O problema não é só que essas pessoas acham que quem usa esses recursos tem que usar escondido da sociedade ( passar o menu de homens que é o Tinder enquanto está no metrô? Nem pensar!),o problema é que essas pessoas acham que esses recursos são coisas de gente desesperada.

Antes de mais nada, o que será essa gente desesperada?  Pessoas que querem encontrar alguém para namorar, casar, dar uns beijos, fazer um sexo casual? Isso é ser desesperado? Bom, na visão desse pessoal aí de cima é. Talvez porque para elas você deve permanecer sentado na sua casa, frequentar barzinhos ( balada jamais porque também é lugar de gente desesperada) e esperar que Deus lhe envie alguém que vá te proporcionar exatamente o que você quer no momento.

Já perdi a conta da quantidade de risinhos que recebi de amigos por ter meia dúzia de aplicativos e sites de namoro no celular, como se , para eles, eu estivesse correndo por aí, desesperada para  casar com qualquer um que me desse atenção. O ponto é que é justamente ao contrário, eu não quero qualquer um, e por isso devo ir a procura  mesmo, um por um, pra achar aquela pessoa que vai me dar o que eu quero no  momento.

Dia desses um amigo meu veio me dizer: “Não gosto de encontros. Só saio com a menina se for algo garantido, do contrário, prefiro que seja natural”. Mas é claro que todo mundo prefere que seja natural! Ou você acha que eu também não preferiria que minha vida fosse um romance da Jane Austen onde chega um amigo do meu primo de quarto grau, ou um novo vizinho e voalá ele é tudo o que eu sempre sonhei? Claro que sim. Só que a vida real não funciona assim não é, mesmo, fofo?

Voltando para meus coleguinhas que insistem em me olhar torto ou me julgar por ter um  encontro diferente a cada semana (isso é exagero, tá?), eu respondo: colega, e onde você espera que eu conheça pessoas?

Sempre ouço  histórias da minha mãe em sua juventude, lá nos anos 70, quando a turma do bairro dava um bailinho por semana e era assim que as pessoas se conheciam, mas hoje, bem, hoje não tem mais bailinho. Tem os clubes, no entanto.

Discordo de quem diz que clube é lugar de gente escrota. Eu não sou escrota e eu estou lá, aliás adoro estar lá. O número de pessoas inteligentes que conheci em balada ultrapassa o número de gente que conheci, sei lá,  dessa tal “forma natural”.

Eu digo, sem vergonha nenhuma, que meu primeiro namorado conheci no Orkut e meu 2º conheci pelo OK Cupid. Qual o problema nisso? Devo ser classificada como uma carente incurável que se apaixona pelo primeiro ser humano só porque não esbarrei nos meus namorados na rua e os conheci “de forma natural” ?

Duas pessoas que querem conhecer uma a outra e marcam de sair e papear não é natural?

Todo mundo está procurando por alguém. Todo mundo é humano e quer ser amado, não é assim que disse o Morrissey? Qual a vergonha em utilizar de mais um benefício que a tecnologia nos proporciona para encontrar uma pessoinha legalzinha pra bater um papinho e tomar uma cervejinha? Nenhuma.

Então eu digo, coleguinhas, parem de sentir vergonha por usar o Happen. Abram a vontade o app no meio da multidão e folheiem enquanto se está em público sim sem vergonha na cara, porque é isso que todo mundo faz na rua, nas festas, na faculdade… a diferença é só que eles não tem coragem de assumir.  E quando você achar um amorzinho, responda de peito aberto à pergunta “onde vocês se conheceram?”: Nos conhecemos no Badoo. ❤

Quer algo mais romântico que isso?

 

 

Tá todo mundo mal – Jout Jout

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Ler Tá todo mundo mal é igual assistir Jout Jout no Youtube, nos sentimos em uma conversa de bar onde ela fala, ali de boa, sobre suas neuras e rimos pois nos sentimos exatamente igual.

Para quem não conhece, Jout Jout é uma youtuber de  25 anos que acaba de lançar seu primeiro livro onda  fala sobre ela mesma, mas não de uma maneira egocêntrica, aqui, Júlia desabafa sobre pequenas crises que podem acontecer com todo mundo ao longo da vida.

Os textos/crônicas que Jout Jout escolhe contar para os leitores são simplesmente sobre a vida, o universo e tudo o mais, basicamente o que ela já fala em seus vídeos.

O que constatei assim que li a 1ª crônica chamada  “A crise da puberdade injusta”, foi que não é nada demais, mas não pelo lado negativo da coisa. Sim, não é nada demais porque a escrita de Jout Jout é leve e fácil de ler, mas o ponto positivo é que ela consegue fazer crônicas que cumprem exatamente a proposta, textos que são como uma conversa na praça sobre qualquer assunto.

Mas o que será que faz o livro, assim como os vídeos de  Jout Jout tão famosos? Bom, todos sentem e pensam as mesmas coisas que ela, mas Jout Jout faz e fala sobre sem pudor o que a faz ser a voz de uma geração. Aquela geração perdida, frequentadora de terapia, amedrontada por críticas e que luta contra  um emprego convencional e infeliz.

O grande diferencial aqui é que, ao contrário de Martha Medeiros ou Tati Bernardi, Jout Jout fala para uma geração mais nova que precisa mais do que tudo saber que tá mesmo todo mundo mal mas isso não nos faz anormal.

 

Filmes musicais

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Quem gosta de música e cinema sabe como é uma delícia ver um filme musical. E por musical  não quero dizer do tipo Grease ou Hair Spray, mas sim filmes que falam sobre música, têm uma trilha sonora mara e falam sobre composição, instrumentos e a magia da música. Música, música, música!

Pensando nisso, separei  uma lista de filmes para apaixonados por música, que se não vão te fazer sair para montar uma banda, irão, no mínimo, te fazer ouvir música no talo ou partir para uma festa.

Os piratas do rock

A trama gira em torno do protagonista Carl – lindo e bobo – que quer conhecer o seu pai e a única pista que sua mãe dá é que ele mora em um barco e é um radialista pirata de rock.

O filme se passa nos anos 60 na tradicional Inglaterra, década em que o rock ainda era mal visto. Além da rádio ser feita de rock and roll 24 horas por dias, cada locutor tem uma personalidade muito particular e toca, obviamente, seu estilo de música favorito. Além das piadas mixarem rock com verdadeiros costumes piratas, ver os protagonistas se entregando a cada música é divertidíssimo.

Detroit Rock City

Em 1978 quatro amigos adolescentes fanáticos por KISS fogem da escola e partem para Detroit, a cidade do rock, só para curtir um show da banda.

Piadas gratuitas e coisas nojentas que só adolescentes roqueiros conseguem fazer e falar (ou pelo menos os de filmes), transbordam no filme. A trilha sonora, além de muito KISS, é cheia de rock clássico farofa. Ótimo para ver com os amiguinhos comendo pizza e uma cerveja.

E se Nada der Certo

Gretta namora um cantor e compositor há muitos anos, até que ele consegue um contrato com uma gravadora e ambos se mudam da Inglaterra para os EUA. Quando o boy fica famoso, acaba a deixando e, sem mais nada a perder na vida, a moça resolve mostrar timidamente suas composições para Nova York, é assim que conhece o produtor Dan. Falido e sem fechar contrato com nenhum cantor bom há anos, ele vê muito potencial em Gretta e se encanta com seu talento e musicas sensíveis. É um filme docinho que vai te conquistar na 1ª cena.

Empire Records

Que climão grunge delícia é esse filme de 95! Com as musas da década, Liv Tyler, Renee Zellweger e Robin Tunney no elenco, o filme se passa em um dia de trabalho na loja de disco Empire Records, quando seus jovens vendedores descobrem que a loja vai ser comprada por uma rede sem graça e eles, junto com o gerente charmosão, vão tentar impedir. Ao longo do dia de trabalho, cada um dos jovens vão resolvendo seus conflitos, como Corey que quer deixar de ser a menina certinha, Debra que tentou se suicidar no dia anterior, A.J que quer se declarar para Corey…Enquanto isso muita música delícia na soundtrack que vai de AC/DC a The Cranberries.

Nick e Nora – Uma noite de amor e música

O filme se passa em uma noite só e começa quando os dois apaixonados por música Nick (Michael Cera) e Nora (Kat Dennings) se conhecem em uma noite novaiorquina enquanto buscam- com seus respectivos amigos – por um show secreto de uma banda indie que gostam ( se não é o primeiro encontro perfeito eu não sei o que é). Enquanto partem na busca ao tesouro, o mais novo casal de amigos aproveita para curtir a night e… aprontar muita confusão (piadinha).

Quase Famosos

Apesar do título ser sobre uma banda que está quase alcançando o auge em pleno anos 70, o protagonista é o jovem jornalista William. Apaixonado por música desde criancinha, William foi criado por uma mãe rígida e protetora, mas que mesmo assim deixa o filho partir em uma turnê com uma banda para escrever uma matéria para a revista Rolling Stone. O que ele não esperava era se apaixonar por uma das groupies da banda e se perder em meio a bagunça que é o mundo da música. Filme obrigatório para quem ama o mundo da música e principalmente do rock. Assista! ❤

Alta Fidelidade

Não tem como deixar de falar de música sem citar o fanático por música e vinis, Rob Gordon, personagem principal da adaptação do livro homônimo de Nick Horby para o cinema.

Rob é dono de uma loja de vinis à beira da falência que acaba de levar o pé na bunda da sua namorada. O acontecimento serve para ele dissecar cada um de seus relacionamentos anteriores, enquanto conversa com o telespectador sobre música, e como ela é importante para se avaliar alguém. Com um humor sarcástico, o filme discorre sobre relacionamentos e músicas junto com uma lista de referências da música pop. Impossível não gostar.

Apenas Uma Vez

Apesar de lindo e poético, não recomendo  para ser visto em domingos nublados e sozinha em casa.
O filme irlandês conta a história de um músico de rua que tem vergonha das suas próprias canções. Um dia ele conhece uma jovem carismática e encantadora mãe solteira que trabalha vendendo flores na rua. Ela gosta das músicas dele e logo ambos se aproximam e se encantam um pelo talento musical do outro. O romance melancólico se desenvolve enquanto ambos se conectam por meio da química musical.

O interessante desse filme é que os atores realmente cantam ( fizeram até turnê em conjunto tocando as músicas do filme), então nada de playback ou falsidade. Realmente um amor.

Adorável Professor

Baseado em fatos reais, Adorável Professor é a biografia do professor de música Mr. Holland’s, um compositor de música clássica frustrado que é obrigado a dar aula de música no ensino médio para manter ele e sua esposa. Assim como qualquer aspirante a artista, Mr. Holland’s tenta conciliar as aulas de seus alunos sem talento com a composição, mas fica tudo mais difícil quando a esposa engravida. Conformado com o papel de professor, ele se envolve cada vez mais nas suas aulas ao longo dos anos  60 e 80 e acaba tocando cada aluno de uma forma diferente por meio da música. Prepare os lencinhos.